"mas o teu blog é mt depressivo, n dá gosto ler". Eu diria: "from within me é isso mesmo. O que sinto cá dentro. Sejam sentimentos bons ou maus.". Mas não discordo da opinião... só assim podemos (e devemos) evoluir. E sim, vou então tentar não "deixar escapar" tanto do que possa estar a sentir. É melhor guardar para mim o que sinto. E se um dia a imaginação se esgotar... cá estarei para fechar mais um blogue, dedicado às inutilidades da vida e, quem sabe, tentar voltar a renascer, abrindo mais um capítulo na minha passagem pela blogosfera.
Um filme estranho. Embora seja uma forma diferente de abordar a temática dos vampiros, julgo que, com demasiada fantasia a partir de um determinado ponto do filme, acabou por se tornar vulgar.
Imagine-se uma cidade no Alasca (Barrow), onde daqui a apenas 1 dia, ficará de noite durante 30 dias. Serão 30 dias de escuridão a que muitos dos habitantes tentam fugir. A maioria permanece, tentando sobreviver. Com a escuridão chegam também mortes estranhas. As mortes sucedem-se e o casal do xerifes, Stella (Melissa George) e Eben (Josh Hartnett) tentam salvar, heroicamente, a cidade. Claro que, previsivelmente, a eles nada acontece. Surpreendentemente ele ainda arrisca, mas o final estraga toda a história. Demasiados vampiros. Estes demasiado ensanguentados. Demasiada fantasia. Cenas finais demasiado absurdas.
Embora com muito (algum) sangue à mistura, pode considerar-se um filme de terror light. Para quem quer ver com os seus próprios olhos e tirar as suas próprias conclusões, poderá começar pelo
Após tanto tempo de interregno no meu hábito de ver filmes (com frequência, entenda-se), regressei ao vício (embora que ainda não muito). Digamos que, em Dezembro, comecei a pôr em dia a minha (ainda fraca) cinefilia.
Há já muito tempo que queria ir aqui escrevendo sobre os filmes que vou vendo ou, pelo menos, sobre aqueles que vou gostando mais, mas a falta de vontade e o tempo não me têm permitido. Hoje, na necessidade de algo para me ocupar a cabeça, decidi avançar nesta empreitada...
Aqui vamos, então...
Breaking and Entering
Não é por acaso que escrevo hoje sobre este filme. Breaking and Entering, de 2006, foi o 7º filme realizado e de argumento por Anthony Minghella, falecido hoje, com 54 anos.
Breaking and Entering, conta a história de Will (Jude Law) numa luta entre a família, o trabalho e uma relação que não o leva a lado nenhum.
Arquitecto paisagista de profissão, Will e o seu sócio projectam um novo espaço na cidade. Bem equipado, o armazém que serve de atelier, sofre sucessivos assaltos. Na busca de um culpado, Will vigia o armazém numa noite em que conhece o assaltante. Segue o jovem até casa e descobre uma mãe, Amira (Juliette Binoche), cheia de medos e dúvidas, muçulmana, bósnia e costureira de profissão. Num segundo plano, encontra-se Liv, esposa de Will, uma escandinava que largou a sua profissão para fazer o acompanhamento de Bea, filha autista. Will, sente-se excluído da vida familiar, causada pela excessiva proximidade entre mulher e filha. É com Amira que Will, reencontra algumas das emoções que perdeu junto da mulher, Liv. No reencontro com as emoções, Will perde-se de si.
Trailer
Realizador Anthony Minghella Elenco Jude Law, Juliette Binoche, Robin Wright Penn, Martin Freeman, Ray Winstone, Vera Farmiga, Rafi Gavron, Poppy Rogers Nacionalidade Reino Unido / EUA, 2006 (fontes Cinerama e IMDb)
Não que seja grande fã de 30 Seconds to Mars, mas tive curiosidade em conhecer o trabalho da banda, após ouvir com alguma frequência o que se pode considerar o single de estreia, From Yesterday (pelo menos para Portugal, pois eles já andam por aí desde 1998). De facto esta música tem algo que cativa e tem um vídeo bastante interessante.
No entanto, houve algo mais que me cativou... a versão, bem interpretada (embora muito colada ao original) de Hunter, de Björk. Agora... escutem.
a versão
o original
as palavras Hunter if travel is searching and home has been found
i'm not stopping
i'm going hunting i'm the hunter i'll bring back the goods but i don't know when
thought that i could organise freedom how scandinavian of me you sussed it out, didn't you?
you could smell it so you left me on my own to complete the mission now i'm leaving it all behind i'm going hunting i'm the hunter...
Não escondo a minha admiração pelos Radiohead. E é também certo, que a maioria das fases da minha vida (boas ou más), tem insistentemente uma música de Radiohead, como som de fundo. In Rainbows é um álbum para se saborear. Um álbum para se ir descobrindo aos poucos, sem pressas. De cada vez que o ouço, de tempos a tempos, encontro algo que me prende. Mas sem dúvida que uma das melhores músicas de In Rainbows é a Weird Fishes/Arpeggi. Arriscaria até a colocá-la na lista das melhores músicas de Radiohead. Para que a vossa (e a minha) noite, seja calma... deixo-vos este momento. Agora... escutem.
The video (unofficial?)
The words
In the deepest ocean The bottom of the sea Your eyes They turn me Why should I stay here? Why should I stay?
I'd be crazy not to follow Follow where you lead Your eyes They turn me
Turn me on to phantoms I follow to the edge of the earth And fall off Everybody leaves If they get the chance And this is my chance
I get eaten by the worms Weird fishes Get picked over by the worms Weird fishes Weird fishes Weird fishes
I'll hit the bottom Hit the bottom and escape Escape
I'll hit the bottom Hit the bottom and escape Escape
Terminei agora mesmo de ver Juno, comédia romântica óptima. Ellen Page, canadiana, que acabou de completar 21 anos (n. 21 Fevereiro de 1987) é a esplêndida Juno. Adolescente de 16 anos que acaba de engravidar, acidentalmente, do suposto namorado. Não estando preparada para enfrentar nem o aborto e muito menos a maternidade, decide dar o seu filho para adopção. Encontra o que pensa ser o casal perfeito... E mais não conto. Aconselho vivamente todos os românticos com sentido de humor, a verem este filme.
Com uma banda sonora que se enquadra perfeitamente no espírito rebelde que Juno transmite... este filme tem grandes possibilidades de ganhar um ou mais dos 4 Óscares para que está nomeado.
As Nomeações Melhor Filme, de Jason Reitman Melhor Realização -(Jason Reitman) Melhor Actriz Principal (Ellen Page) Melhor Argumento Original (Diablo Cody)
O Trailer
Realização: Jason Reitman Elenco: Ellen Page, Michael Cera, Jennifer Garner, Jason Bateman Nacionalidade: EUA, 2007
Os Radiohead, banda que admiro, estão de parabéns. Contra todas as expectativas, e contra tudo que tem sido escrito e dito acerca dos programas de partilha de ficheiros na internet (P2P e outros), os Radiohead atingem o 1º lugar no top britânico, na 1ª semana de vendas da edição física do último álbum In Rainbows, após este ter sido disponibilizado há cerca de 3 meses, na internet.
inPúblico online, 09/01/2008 Radiohead no 1.º lugar do top com CD oferecido na net (...) Em Outubro, numa operação nunca vista para um grupo da sua envergadura, os Radiohead colocaram gratuitamente o disco na Rede, sem qualquer estrutura editorial por trás. Ficava ao critério do consumidor a quantia a pagar pela música. Nos primeiros dias, um milhão de descarregamentos foram efectuados. A maior parte dos consumidores pagou pela música, mas muitos não. (...) Durante as últimas semanas, especulou-se se a edição física não iria constituir um fracasso de vendas, tendo em atenção que os admiradores do grupo já teriam adquirido a música na Internet.
Afinal, a acreditar nos resultados da primeira semana de lançamento, parece que não. Os Radiohead foram a única entrada nova no Top 40 britânico.
(Fim de refência)
Aqui está a prova, contra tudo e todos, de que quando se gosta de um álbum, não importa o dinheiro. Nada paga o prazer ser detentor de um original, quando se é fã de uma banda. Não sou fundamentalista neste assunto. O meu conhecimento musical cresceu, como resultado da facilidade em adquirir música, através destes programas de partilha. A curiosidade levou-me, muitas vezes, a pesquisar e a "descarregar" os ficheiros. Em alguns casos desiludi-me, é certo... (acabando por decidir não adquirir) mas houve vezes em que, por ter gostado, acabei por comprar o original.
Se assim não fosse, eu não era nem mais nem menos feliz... apenas menos informada musicalmente.