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quarta-feira, 16 de abril de 2008

E se um dia me dissessem...

"mas o teu blog é mt depressivo, n dá gosto ler".
Eu diria: "from within me é isso mesmo. O que sinto cá dentro. Sejam sentimentos bons ou maus.".
Mas não discordo da opinião... só assim podemos (e devemos) evoluir. E sim, vou então tentar não "deixar escapar" tanto do que possa estar a sentir. É melhor guardar para mim o que sinto. E se um dia a imaginação se esgotar... cá estarei para fechar mais um blogue, dedicado às inutilidades da vida e, quem sabe, tentar voltar a renascer, abrindo mais um capítulo na minha passagem pela blogosfera.

terça-feira, 8 de abril de 2008

30 Days of Night

[I can smell you blood.]

Um filme estranho. Embora seja uma forma diferente de abordar a temática dos vampiros, julgo que, com demasiada fantasia a partir de um determinado ponto do filme, acabou por se tornar vulgar.

Imagine-se uma cidade no Alasca (Barrow), onde daqui a apenas 1 dia, ficará de noite durante 30 dias. Serão 30 dias de escuridão a que muitos dos habitantes tentam fugir. A maioria permanece, tentando sobreviver. Com a escuridão chegam também mortes estranhas. As mortes sucedem-se e o casal do xerifes, Stella (Melissa George) e Eben (Josh Hartnett) tentam salvar, heroicamente, a cidade. Claro que, previsivelmente, a eles nada acontece. Surpreendentemente ele ainda arrisca, mas o final estraga toda a história.
Demasiados vampiros. Estes demasiado ensanguentados. Demasiada fantasia. Cenas finais demasiado absurdas.

Embora com muito (algum) sangue à mistura, pode considerar-se um filme de terror light.
Para quem quer ver com os seus próprios olhos e tirar as suas próprias conclusões, poderá começar pelo

Trailer

Realizador
David Slade
Elenco
Josh Hartnett, Melissa George, Ben Foster
Nacionalidade
EUA, 2007

terça-feira, 18 de março de 2008

Regresso ao cinema

Após tanto tempo de interregno no meu hábito de ver filmes (com frequência, entenda-se), regressei ao vício (embora que ainda não muito). Digamos que, em Dezembro, comecei a pôr em dia a minha (ainda fraca) cinefilia.

Há já muito tempo que queria ir aqui escrevendo sobre os filmes que vou vendo ou, pelo menos, sobre aqueles que vou gostando mais, mas a falta de vontade e o tempo não me têm permitido. Hoje, na necessidade de algo para me ocupar a cabeça, decidi avançar nesta empreitada...

Aqui vamos, então...

Breaking and Entering
Não é por acaso que escrevo hoje sobre este filme. Breaking and Entering, de 2006, foi o 7º filme realizado e de argumento por Anthony Minghella, falecido hoje, com 54 anos.

Breaking and Entering, conta a história de Will (Jude Law) numa luta entre a família, o trabalho e uma relação que não o leva a lado nenhum.

Arquitecto paisagista de profissão, Will e o seu sócio projectam um novo espaço na cidade. Bem equipado, o armazém que serve de atelier, sofre sucessivos assaltos. Na busca de um culpado, Will vigia o armazém numa noite em que conhece o assaltante. Segue o jovem até casa e descobre uma mãe, Amira (Juliette Binoche), cheia de medos e dúvidas, muçulmana, bósnia e costureira de profissão.
Num segundo plano, encontra-se Liv, esposa de Will, uma escandinava que largou a sua profissão para fazer o acompanhamento de Bea, filha autista. Will, sente-se excluído da vida familiar, causada pela excessiva proximidade entre mulher e filha. É com Amira que Will, reencontra algumas das emoções que perdeu junto da mulher, Liv. No reencontro com as emoções, Will perde-se de si.

Trailer


Realizador Anthony Minghella
Elenco Jude Law, Juliette Binoche, Robin Wright Penn, Martin Freeman, Ray Winstone, Vera Farmiga, Rafi Gavron, Poppy Rogers
Nacionalidade Reino Unido / EUA, 2006
(fontes Cinerama e IMDb)

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

som do momento

Não que seja grande fã de 30 Seconds to Mars, mas tive curiosidade em conhecer o trabalho da banda, após ouvir com alguma frequência o que se pode considerar o single de estreia, From Yesterday (pelo menos para Portugal, pois eles já andam por aí desde 1998). De facto esta música tem algo que cativa e tem um vídeo bastante interessante.

No entanto, houve algo mais que me cativou... a versão, bem interpretada (embora muito colada ao original) de Hunter, de Björk.
Agora... escutem.

a versão
free music


o original
free music


as palavras
Hunter
if travel is searching
and home has been found

i'm not stopping

i'm going hunting
i'm the hunter
i'll bring back the goods
but i don't know when

thought that i could organise freedom
how scandinavian of me
you sussed it out, didn't you?

you could smell it
so you left me on my own
to complete the mission
now i'm leaving it all behind

i'm going hunting
i'm the hunter...

(letra daqui)

Não será, então, difícil imaginar Hunter a ser cantado a duas vozes, entre Björk e Jared Leto...
(boa noite*)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

som do momento...

Não escondo a minha admiração pelos Radiohead. E é também certo, que a maioria das fases da minha vida (boas ou más), tem insistentemente uma música de Radiohead, como som de fundo.
In Rainbows é um álbum para se saborear. Um álbum para se ir descobrindo aos poucos, sem pressas. De cada vez que o ouço, de tempos a tempos, encontro algo que me prende. Mas sem dúvida que uma das melhores músicas de In Rainbows é a Weird Fishes/Arpeggi. Arriscaria até a colocá-la na lista das melhores músicas de Radiohead.
Para que a vossa (e a minha) noite, seja calma... deixo-vos este momento.
Agora... escutem.

The video (unofficial?)


The words


In the deepest ocean
The bottom of the sea
Your eyes
They turn me
Why should I stay here?
Why should I stay?

I'd be crazy not to follow
Follow where you lead
Your eyes
They turn me

Turn me on to phantoms
I follow to the edge of the earth
And fall off
Everybody leaves
If they get the chance
And this is my chance

I get eaten by the worms
Weird fishes
Get picked over by the worms
Weird fishes
Weird fishes
Weird fishes

I'll hit the bottom
Hit the bottom and escape
Escape

I'll hit the bottom
Hit the bottom and escape
Escape

(letra daqui)


(boa noite*)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Juno

Terminei agora mesmo de ver Juno, comédia romântica óptima. Ellen Page, canadiana, que acabou de completar 21 anos (n. 21 Fevereiro de 1987) é a esplêndida Juno. Adolescente de 16 anos que acaba de engravidar, acidentalmente, do suposto namorado. Não estando preparada para enfrentar nem o aborto e muito menos a maternidade, decide dar o seu filho para adopção. Encontra o que pensa ser o casal perfeito... E mais não conto. Aconselho vivamente todos os românticos com sentido de humor, a verem este filme.
Com uma banda sonora que se enquadra perfeitamente no espírito rebelde que Juno transmite... este filme tem grandes possibilidades de ganhar um ou mais dos 4 Óscares para que está nomeado.

As Nomeações
Melhor Filme, de Jason Reitman
Melhor Realização -(Jason Reitman)
Melhor Actriz Principal (Ellen Page)
Melhor Argumento Original (Diablo Cody)

O Trailer



Realização: Jason Reitman
Elenco: Ellen Page, Michael Cera, Jennifer Garner, Jason Bateman
Nacionalidade: EUA, 2007

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Radiohead: P2P e as vendas de edições físicas

Os Radiohead, banda que admiro, estão de parabéns.
Contra todas as expectativas, e contra tudo que tem sido escrito e dito acerca dos programas de partilha de ficheiros na internet (P2P e outros), os Radiohead atingem o 1º lugar no top britânico, na 1ª semana de vendas da edição física do último álbum In Rainbows, após este ter sido disponibilizado há cerca de 3 meses, na internet.

in Público online, 09/01/2008
Radiohead no 1.º lugar do top com CD oferecido na net
(...)
Em Outubro, numa operação nunca vista para um grupo da sua envergadura, os Radiohead colocaram gratuitamente o disco na Rede, sem qualquer estrutura editorial por trás. Ficava ao critério do consumidor a quantia a pagar pela música. Nos primeiros dias, um milhão de descarregamentos foram efectuados. A maior parte dos consumidores pagou pela música, mas muitos não.
(...)
Durante as últimas semanas, especulou-se se a edição física não iria constituir um fracasso de vendas, tendo em atenção que os admiradores do grupo já teriam adquirido a música na Internet.

Afinal, a acreditar nos resultados da primeira semana de lançamento, parece que não. Os Radiohead foram a única entrada nova no Top 40 britânico.

(Fim de refência)

Aqui está a prova, contra tudo e todos, de que quando se gosta de um álbum, não importa o dinheiro. Nada paga o prazer ser detentor de um original, quando se é fã de uma banda.
Não sou fundamentalista neste assunto. O meu conhecimento musical cresceu, como resultado da facilidade em adquirir música, através destes programas de partilha. A curiosidade levou-me, muitas vezes, a pesquisar e a "descarregar" os ficheiros. Em alguns casos desiludi-me, é certo... (acabando por decidir não adquirir) mas houve vezes em que, por ter gostado, acabei por comprar o original.

Se assim não fosse, eu não era nem mais nem menos feliz... apenas menos informada musicalmente.